Do retorno de Bad Bunny e AC/DC à espera por Rock in Rio e BTS, o país vive um dos anos mais movimentados da história dos shows.
Se um morador de outro país perguntasse a um brasileiro fã de música o que está acontecendo em 2026, a resposta seria direta: quase tudo. O calendário de shows do ano reúne uma sequência pouco comum de turnês internacionais, festivais e retornos aguardados há anos, com São Paulo e Rio de Janeiro concentrando boa parte das atrações. A pergunta que fica para o público é: quais artistas ainda estão por vir, onde e por quanto.
Este ano já trouxe nomes como Bad Bunny, AC/DC e Lollapalooza Brasil, mas a segunda metade de 2026 promete ser ainda mais movimentada, com Rock in Rio, Rosalía e o esperado retorno do BTS entre os destaques. A seguir, um panorama de como o país chegou a esse momento e o que ainda está por vir até o fim do ano.
Um ano recorde de shows internacionais
O primeiro semestre de 2026 já deu o tom do que estava por vir. Em fevereiro, o artista latino-americano mais ouvido do mundo desembarcou no Brasil pela primeira vez para dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, com uma das datas esgotada rapidamente. Ainda no mesmo mês, o retorno do AC/DC ao país após 17 anos de espera também lotou o mesmo estádio. Em março, foi a vez do Lollapalooza Brasil movimentar o Autódromo de Interlagos com atrações como Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Lorde e Tyler, The Creator. Redenxt + 2
O ritmo não desacelerou. Em abril e maio, o país recebeu passagens de The Weeknd, Jonas Brothers e o festival C6, no Ibirapuera, que reuniu performances de artistas vindos de 28 países, com destaques como Robert Plant, BaianaSystem e Paralamas do Sucesso. Julho, por sua vez, ficou marcado pela chegada de Harry Styles para quatro noites no MorumBIS, além de outras atrações menores espalhadas por diferentes capitais. Esse volume de eventos consolidou o país como um dos destinos mais procurados por produtoras internacionais, movimento que especialistas do setor associam à retomada da economia do entretenimento ao vivo após anos de reorganização do mercado, conforme já relatado em análises publicadas por veículos que acompanham a indústria musical. Redenxt
O que ainda está por vir
A segunda metade do ano reserva alguns dos nomes mais aguardados. Em agosto, a cantora espanhola Rosalía chega ao Rio de Janeiro com a “LUX Tour 2026”, descrita como sua maior turnê como atração principal, com 43 shows em 17 países. Já em setembro, os olhos do público se voltam para o Rock in Rio, que tem datas confirmadas para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13, com line-up incluindo Demi Lovato, Foo Fighters e Elton John, entre outros nomes de peso. ExameExame
Outubro também promete agitar o calendário. Está prevista a passagem do Iron Maiden pelo Allianz Parque no dia 25, como parte da turnê comemorativa dos 50 anos de carreira da banda britânica, além do tão esperado retorno do BTS ao Brasil, com três apresentações no Estádio MorumBIS nos dias 28, 30 e 31, todas com ingressos já esgotados. Para fechar o ano, dezembro reserva o show de Ed Sheeran, com a turnê “Loop On Tour”, e a nova edição do festival Primavera Sound em São Paulo, reunindo atrações internacionais no Autódromo de Interlagos. Exame + 2
Preços, ingressos esgotados e a força econômica do setor
O outro lado dessa movimentação toda é o impacto financeiro que shows desse porte geram nas cidades que os recebem. Hotéis, transporte, alimentação e comércio local costumam registrar aumento de demanda nas semanas próximas às datas de grandes eventos, um efeito que already vem sendo observado em bairros próximos a arenas como o MorumBIS e o Allianz Parque ao longo do ano. Esse movimento também explica por que cidades do interior, além das capitais, têm buscado atrair parte dessa agenda, caso do tradicional festival João Rock, marcado para acontecer em Ribeirão Preto no início de agosto.
Do lado do consumidor, porém, a realidade nem sempre é simples. Datas como as do BTS esgotaram rapidamente, e o mesmo aconteceu com uma das noites de Bad Bunny e com o show do AC/DC no início do ano. Esse cenário de alta demanda tem alimentado, inclusive, o debate sobre revenda de ingressos por valores muito acima do preço original, tema que ganhou força no Congresso Nacional e em assembleias estaduais ao longo de 2026, e que será tratado com mais detalhes em outra reportagem desta editoria.
O ano ainda não terminou, mas o histórico já deixado por 2026 aponta para um recorde na quantidade de grandes turnês internacionais passando pelo Brasil. Para o público, a recomendação prática segue sendo a mesma de sempre: acompanhar os canais oficiais de venda, ficar atento às datas de pré-venda e não deixar para última hora quando o artista desejado estiver na lista de atrações confirmadas. Com Rock in Rio, Rosalía, BTS e Ed Sheeran ainda por vir, a segunda metade do ano promete manter o país no centro do mapa mundial dos shows.
