A poluição atmosférica tem se consolidado como um dos maiores riscos à saúde pública nas últimas décadas. De acordo com Gustavo Luíz Guilherme Pinto, presidente do IBDSocial, a má qualidade do ar está diretamente relacionada ao aumento de doenças respiratórias crônicas e à piora dos sintomas em pessoas já diagnosticadas com condições como asma, rinite e bronquite. Com isso em mente, neste artigo, você vai entender os principais impactos da poluição na saúde respiratória, conhecer os sintomas mais comuns e descobrir quais estratégias podem ajudar na prevenção de danos à sua saúde.
Quais são os principais poluentes que afetam a saúde respiratória?
Segundo Gustavo Luíz Guilherme Pinto, a poluição do ar é composta por diversos agentes nocivos à saúde, que variam conforme a fonte de emissão e as condições ambientais. Entre os mais perigosos estão o material particulado fino (PM 2,5), o dióxido de nitrogênio (NO₂), o ozônio (O₃) e o monóxido de carbono (CO). Esses poluentes são emitidos principalmente por veículos automotores, indústrias, queimadas e sistemas de geração de energia.
A inalação constante dessas substâncias pode inflamar as vias aéreas e prejudicar os mecanismos naturais de defesa dos pulmões, como pontua o presidente do IBDSocial, Gustavo Luíz Guilherme Pinto. O que favorece o desenvolvimento de doenças e agrava quadros clínicos pré-existentes, sobretudo em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Como a poluição influencia no surgimento da asma e da rinite?
A exposição prolongada à poluição está entre os fatores que desencadeiam e intensificam crises de asma e rinite alérgica, conforme ressalta Gustavo Luíz Guilherme Pinto. No caso da asma, os poluentes podem provocar broncoconstrição, ou seja, o estreitamento das vias respiratórias, e desencadear sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse seca e sensação de opressão no tórax.

Já na rinite, a inflamação das mucosas nasais devido ao contato com partículas irritantes leva ao aumento da produção de muco, espirros frequentes, coceira e congestão nasal. Isto posto, o agravamento desses quadros muitas vezes exige uso contínuo de medicamentos, aumentando os custos com saúde e reduzindo a qualidade de vida do paciente.
Quais doenças respiratórias são agravadas pela má qualidade do ar?
A lista de condições que se intensificam com a poluição ambiental é extensa e merece atenção. Veja, a seguir, as doenças respiratórias mais impactadas:
- Asma: a inflamação crônica das vias aéreas se intensifica com a presença de poluentes, provocando crises mais frequentes e graves.
- Rinite alérgica: a sensibilidade ao ar contaminado causa irritação nas mucosas e maior suscetibilidade a infecções respiratórias.
- Bronquite crônica: a exposição contínua a partículas e fumaças irritantes pode levar à produção excessiva de muco e tosse persistente.
- DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica): comum em fumantes e pessoas expostas a poluição por longos períodos, essa condição reduz a capacidade respiratória e compromete a oxigenação do organismo.
- Infecções respiratórias recorrentes: crianças expostas a ar poluído apresentam mais episódios de gripes, resfriados e pneumonia.
Aliás, essas doenças não apenas afetam a saúde física, mas também podem interferir no desempenho escolar e profissional, gerando faltas, internações e restrições de atividades cotidianas.
Como prevenir os impactos da poluição na saúde respiratória?
Embora nem sempre seja possível controlar os níveis de poluição, algumas medidas podem ajudar a minimizar seus efeitos no organismo:
- Evitar exercícios físicos ao ar livre em dias com ar seco e alta poluição: principalmente em horários de pico de tráfego.
- Acompanhar boletins de qualidade do ar: e manter janelas fechadas nos momentos mais críticos.
- Utilizar purificadores de ar em ambientes internos: especialmente para quem mora em áreas urbanas densamente povoadas.
- Manter a casa limpa e arejada: reduzindo o acúmulo de poeira e mofo, que agravam doenças respiratórias.
- Buscar atendimento médico ao perceber sintomas persistentes: como tosse contínua, falta de ar e chiado no peito.
No final, essas práticas ajudam a reduzir a exposição a agentes poluentes e protegem as vias respiratórias, principalmente em períodos de seca e baixa umidade do ar.
A poluição tem impacto direto na saúde pública?
A poluição atmosférica não é apenas uma ameaça individual, ela é um problema de saúde coletiva, de acordo com o presidente do IBDSocial, Gustavo Luíz Guilherme Pinto. Os custos com internações e tratamentos de doenças respiratórias relacionadas à poluição oneram o sistema público de saúde e exigem investimentos em políticas de prevenção. Além disso, a qualidade do ar está diretamente associada à produtividade, ao rendimento escolar e ao bem-estar das comunidades.
Dessa maneira, iniciativas como o controle de emissões veiculares, o incentivo ao transporte público sustentável e a criação de áreas verdes nas cidades são fundamentais para reduzir os danos provocados pela poluição. Assim, a responsabilidade por essas ações deve ser compartilhada entre governos, empresas e cidadãos.
Poluição do ar e saúde respiratória: um desafio urgente
Em última análise, o impacto da poluição na saúde respiratória é evidente e crescente. Pois, a má qualidade do ar contribui para o aumento de doenças crônicas, agrava sintomas já existentes e prejudica, sobretudo, os grupos mais frágeis da população. Assim sendo, enfrentar esse problema exige uma abordagem integrada, que envolva medidas de conscientização, políticas públicas e mudanças de comportamento. Desse modo, ao adotar práticas de prevenção e cobrar soluções sustentáveis, cada pessoa contribui para um ambiente mais saudável e uma vida com mais qualidade.
Autor: Vasily Egorov